Casal de Tubarão: Medula Óssea
Data: 27/12/2013 Autor: Gislaine Fernades

Casal de Tubarão doador de Medula Óssea faz a diferença com campanhas nas redes sociais
Dia 6 de outubro, é comemorado o Dia Nacional do Doador de Medula Óssea e a melhor forma de celebrar essa data, é se tornar um doador voluntário, fazendo disso, um gesto de solidariedade e amor ao próximo. Muita gente confunde transplante de medula óssea com transplante da medula espinhal. Infelizmente, não se domina ainda a tecnologia necessária para transplantar um fragmento que seja da medula espinhal, isto é, da porção do sistema nervoso central que passa por dentro do canal localizado na coluna vertebral. O procedimento é bastante simples, colhe-se uma pequena quantidade de células progenitoras da medula óssea do doador e injeta-se no sangue periférico, na veia do receptor. Através da circulação, essas células atingirão o interior dos ossos, lugar onde mais gostam de viver, começarão a multiplicar-se e retomarão a atividade de produzir os componentes do sangue.
Por isso, são feitos Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, sendo que, o objetivo é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato.
O Casal José Carlos Madeira e Eva Madeira, do bairro São Martinho -Tubarão, fez o cadastro e se tornaram doadores de medula óssea, já que eram doadores de sangue há um bom tempo. O soldado Madeira, que atualmente é o 1º Secretário da Associação da Polícia Militar de Tubarão, e Presidente do Conselho do Posto de Saúde do Bairro São Martinho, fala da importância da doação de Sangue e Medula Óssea.
"Há alguns anos, uma pessoa fez uma campanha pra doação de medula óssea, então de pronto fui saber como funciona, pois sou doador de sangue desde 1989. Então me falaram, que tiram um pouco de sangue, para fazer os exames pra ver se é compatível com pessoas que precisam. Aí fiz o cadastro, convenci minha esposa a fazer também, e já fizemos a doação de medula duas vezes, que está no banco de dados do Hemocentro, a espera de uma pessoa, que seja compatível com um de nós dois". Explica. "Nosso objetivo é ajudar o próximo, sem interesse e não custa nada! É simples, só chegar lá, fazer a doação de sangue e um pouquinho mais para Medula", finaliza José Carlos Madeira.
O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue e do sistema imune.
De acordo com o site do Inca, http://www.inca.gov.br, Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia, e se recompõe em apenas 15 dias. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 a 10ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente, e em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação nos Hemocentros nos estados.
Caso você decida doar, precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Lembre-se que uma vez no cadastro, poderá ser chamado, se identificado como compatível com algum paciente, até os 60 anos. Em pouco tempo, o doador terá recomposto completamente sua medula óssea e, se quiser, estará apto para uma nova doação.
Embora simples e possível de ser feito, tem características muito especiais que dificultam encontrar um doador compatível; entre 60% e 70% dos pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea, não encontram doadores entre os familiares. A chance de conseguir um irmão como doador compatível é de 25%. Portanto, em cada quatro irmãos apenas um teria medula compatível. O doador não precisa locomover-se até o local do transplante. É a medula que vai congelada num saco como se fosse sangue. Além disso, não existe nenhum custo para o doador. Tudo é pago pelo Ministério da Saúde, pelo SUS.
reportagem de Gislaine Fernandes / BNC TV
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